O valor do Voluntariado Corporativo nas nossas pessoas

Ser voluntário é uma escolha pessoal, desde a motivação intrínseca até à proximidade de cada um de nós às causas e à comunidade que nos rodeia. Mas qual o papel que as empresas podem ter como agentes de mobilização do envolvimento das pessoas no voluntariado?

Portugal é um dos países com menor participação cívica em termos de voluntariado, de acordo com o Barómetro europeu. Em 2018, o inquérito ao Trabalho Voluntário do INE, indicava que apenas 7,8% da população residente em Portugal participava em atividades de voluntariado formal e informal. Um valor muito distante da média europeia que se situa nos 19,3%.

É por isso que encaro o meu dia-a-dia com um sentido especial de missão – para além da responsabilidade profissional: sou gestora de um programa de voluntariado corporativo, e a ideia que me acompanha diariamente é o sentido de dever de transformar a sociedade, começando pela “minha casa”, a Galp.

Frequentemente, quando ouvimos falar de voluntariado corporativo, parece transparecer uma ideia de apenas um eixo de responsabilidade social corporativa. Na verdade, na minha experiência e vivência, o voluntariado corporativo traz consigo vários benefícios.

Do ponto de vista do individuo, a possibilidade de alargar horizontes a colaboradores, que por qualquer razão, o voluntariado não é algo que esteja no seu mais imediato ímpeto. Aqui, ao dinamizarmos ações de voluntariado em horário laboral, estamos a abrir horizontes, influenciar positivamente no desenvolvimento das suas competências, e naturalmente, na melhoria do bem-estar pelo sentimento de realização pessoal.

Por outro lado, analisando de forma sistémica, é possível observar como o voluntariado corporativo acrescenta valor às equipas. Primeiramente, trabalhamos o espírito de equipa de uma forma imediata e natural, ao colocarmos no centro da atividade o bem-estar de outros e o sucesso de projetos de cariz social, sem daí, esperarmos qualquer retorno financeiro. Por outro lado, o reforço desta participação em grupo, traz um sentimento de união e pertença, facilitando pontes e desbloqueando distâncias tão comuns no mundo empresarial, sobretudo em equipas grandes. A cultura da empresa sai reforçada pela partilha de valores comuns.

No conjunto de tudo isto, no meu dia-a-dia, vejo pessoas mais felizes. Pessoas que sentem que estão a contribuir e a devolver para a sociedade. Pessoas que têm orgulho da sua equipa, da sua chefia, da sua empresa. Pessoas que sentem que, ao parar umas horas em prol dos outros, fazem parte da construção de uma sociedade mais justa e equilibrada, estão a cumprir o seu propósito e que não estão sozinhos. Sinto um brilhozinho nos olhos sempre que me chegam testemunhos de como estas pequenas ações também mudaram o seu mundo. E aí está o resultado que espero todos os dias: o bem, em fazer o bem, em equipa!

Sónia Branco

Gestora do programa de voluntariado corporativo da Galp

Advertisement

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s