Proteger aqueles que sempre nos protegeram

Estamos, como de cedo sabíamos, perante uma crise sanitária, económica e social.

Como estudante de saúde, senti que tinha, apesar de não estar no terreno, de contribuir para ajudar aqueles que estavam na linha da frente a salvar vidas. Foi, desta forma, que me foi apresentada a iniciativa “Portugal, um passo à frente do coronavírus”, um projeto com sentido de missão pública, que tinha como base a exposição do material em falta nos estabelecimentos de saúde por forma a que quem pudesse ajudar, setor privado ou público, pudesse identificar onde estavam as carências mais urgentes.

Foram três meses onde pude, numa base semanal e como voluntário, conversar com aqueles que sustentavam o país, os profissionais de saúde. Tive oportunidade de ouvir os seus desabafos, sentir o seu desespero por não se sentirem protegidos, mas, em última análise, de me sentir um peão útil de esperança onde podiam depositar a sua confiança para uma melhoria da situação.

Os equipamentos de proteção individual, de norte a sul e nas ilhas, demoraram muitas vezes a chegar, e foi até impressionante, ver a capacidade de improvisação dos profissionais, que nos momentos de maior carência “fizeram das tripas coração” e construíram os seus materiais, em diversas ocasiões.

Estivemos sempre muito próximos do Ministério da Saúde e, também, de iniciativas complementares de recolha de fundos. Conseguimos, até, o apoio das demais Ordens Profissionais da área da saúde, pois sabíamos que a nossa missão era unificadora e transversalmente aceite.

Hoje sabemos que o projeto “Portugal, um passo à frente do coronavírus” será capaz de se adaptar aos demais desafios que teremos de ultrapassar. O nosso objetivo sempre passou por dar resposta às necessidades mais prementes dos portugueses e assim continuará, uma vez que o portal foi construído sob a premissa de se poder reinventar.

Em suma, que bom é ser-se voluntário quando temos a certeza profunda de estar a contribuir para uma causa muito maior que nós, sem esperar nada, a não ser o sentimento de dever cumprido por fazermos mais e melhor pelos outros e de não deixarmos ninguém para trás.

 

Lucas Chambel

Portugal, um passo à frente do coronavírus

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